O que é Vertigem Postural Paroxistica Benigna?

VPPB, entenda o que causa essa complicação

Dr. Bruno L. Alencar
Otorrinolaringologista
CRM 18299 RQE 13511

Você sente tonturas e não sabe exatamente o motivo pelo qual isso acontece? Saiba que a maioria das pessoas podem se sentir tontas por quatro razões distintas, ou seja, há quatro diferentes tipos de tontura. Já escrevemos um post sobre isso, caso você queira mais informações.
No post de hoje, vamos falar mais detalhadamente sobre a VPPB (Vertigem posicional paroxística benigna). Quer entender mais sobre isso? Continue lendo!


O que é VPPB?
Vertigem posicional paroxística benigna é um problema na orelha interna que pode causar crises de tontura e vertigem a qualquer momento, principalmente ao movimentarmos a cabeça, geralmente têm curta duração, menos de um minuto.
Para que você entenda ainda melhor, saiba que o Ouvido, que de acordo com a regra de nomenclatura anatômica é Orelha, se subdivide em 3 regiões: Externa, Média e Interna. Sendo que a Orelha Externa é basicamente o pavilhão auditivo (popularmente chamado de “Orelha”) e o conduto auditivo, o qual termina na Membrana Timpânica; a Orelha Média é o espaço que se segue, onde há os famosos ossículos (martelo, bigorna e estribo), além de ser o local que chega a tuba auditiva (que é ligada ao nariz), e também tem a mastoide (um osso poroso que fica atrás do pavilhão auditivo); e finalmente a Orelha Interna que é basicamente o Labirinto, estrutura que na parte da frente tem a Cóclea, sensor responsável pela audição, e na parte posterior os Canais Semicirculares e Órgãos Otolíticos (sáculo e utrículo), sensores responsáveis pelo equilíbrio.


A VPPB é uma doença que primariamente atinge o Utrículo. Dentro dele há vários cristais, microscópicos, de carbonato de cálcio (otólitos ou otocônias) aderidos a uma porção gelatinosa, e embebidos por um líquido (endolinfa) que permeia todas as estruturas labirínticas.
Esses cristais têm um papel importante em nosso dia a dia para que mantenhamos o equilíbrio do corpo. Porém, se eles se deslocarem e atingirem os canais semicirculares irão favorecer ao aparecimento de crises de vertigem quando fizermos simples movimentos com a cabeça, como, por exemplo, quando a inclinarmos para a frente ou para trás, ou simplesmente ao virar na cama, e podem ser acompanhadas por náuseas e até vômitos.
Tudo isso merece tratamento porque as crises podem levar a pessoa a sofrer quedas e até outros acidentes mais sérios.

Diagnóstico e tratamento
O paciente com VPPB deve ser tratado por um médico especialista, neste caso o Otoneurologista (que é um médico otorrinolaringologista, que depois se especializa nas doenças que acometem o labirinto).
Este profissional costuma diagnosticar o problema por meio do exame físico e, se constatada a VPPB, pode realizar algumas manobras de reposicionamento dos otólitos (Epley, Semont, Barbecue, Yacovino, Zuma, Lempertetc). A manobra adequada irá depender do local para o qual os otólitos migraram, portanto, realizar qualquer manobra sem saber onde está o problema (em qual canal semicircular, e se está na porção do ducto ou da cúpula) pode até piorar o quadro clínico. Remédios não costumam ser receitados para tratamento neste caso.
Este tipo de tratamento resolve 90% dos casos em até duas sessões de manobras, e pode ser repetido em outras oportunidades caso as queixas continuem.


E se a tontura persistir?
Neste caso, é preciso investigar outras possibilidades, o que não significa que as manobras de reposicionamento serão necessariamente suspensas
Como dissemos no início, há outros tipos de vertigem e é necessário avaliar cada caso para oferecer informações mais específicas a cada paciente.
Para começar a investigar de onde vêm as suas tonturas e vertigens, procure um médico especialista! O Doutor Bruno L. F. Alencar, CRM 18299 RQE 13511,é médico otorrinolaringologista e otoneurologista. Ele tem grande experiência no diagnóstico e no tratamento de tonturas que estejam ligadas a problemas no ouvido.