Saiba tudo sobre o que é a ATM e a DTM e quais as suas principais causas

A DTM pode afetar a musculatura da mandíbula, causando dores e dificuldade em abrir a boca

Dr. Bruno L. Alencar
Otorrinolaringologista
CRM 18299 RQE 13511

Sentir o maxilar estalando ou a mandíbula travando não é incomum – com certeza, você ou algum conhecido já passou por isso em algum momento. Entretanto, se esse quadro se repete com frequência e ainda com dores, é preciso ficar alerta. Pode ser que se trate de DTM, sigla para Disfunção da articulação Temporomandibular, que liga os ossos do ouvido aos da mandíbula.

  • O QUE É A ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (ATM)?
    Antes de falar sobre a DTM, é preciso entender que parte do rosto ela afeta – a Articulação Temporomandibular (ATM). É o nome da articulação que fica próxima ao ouvido, bilateral, que liga e conecta o osso temporal à mandíbula. Além de ossos, esta articulação é composta de ligamentos, menisco e musculatura. A ATM comanda todos os movimentos da mandíbula – também chamada de maxilar inferior – incluindo comer, falar e mastigar. Por isso, mesmo sendo pequena, ela é uma das partes mais complexas do corpo humano!
  • O QUE É A DISFUNÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (DTM)?
    Problemas crônicos na ATM costumam ser classificados como Disfunção da Articulação Temporomandibular (DTM), também chamada de dor orofacial. Aqui, estão incluídos sintomas como mandíbula estalando, dores de cabeça frequentes e até mesmo dificuldades para abrir e fechar a boca. Embora seja um quadro comum, esse transtorno é pouco conhecido e, por isso, pode demorar a ser identificado.
  • Quais são as causas da DTM?
    Por se tratar de uma doença ainda pouco conhecida, em muitos casos, não foram encontradas claramente quais são as causas para a DTM. Acredita-se que estes podem ser alguns dos fatores relacionados ao desenvolvimento de disfunções na ATM:
    Traumas na mandíbula; artrite na ATM; má postura; características anatômicas, relacionadas à formação da mandíbula durante o nascimento; hábitos como morder os lábios ou bochechas; hábitos como apoiar a mandíbula nas mãos, morder pontas de caneta e roer as unhas; distúrbios do sono e dificuldade de dormir; estresse.
    Além disso, o bruxismo – caracterizado pelo ranger involuntário dos dentes – também pode estar relacionado ao surgimento dos problemas na ATM.
  • Sintomas da DTM
    A DTM pode afetar a própria articulação – isto é, a ATM – ou então a musculatura da mandíbula. A maioria dos sinais e sintomas está relacionada à dores ou limitação para abrir a boca: dores de cabeça, zumbido e sensação de ouvido entupido e ruídos na articulação (estalos e crepitação), enumera ele. Muitas vezes, esses sintomas podem estar presentes em um série de outros transtornos bucais, o que dificulta o diagnóstico da DTM. Por isso, fique alerta e faça check-ups regulares para manter sua saúde bucal em dia!
    Outros sintomas incluem: Dores no pescoço e nos ombros; mudança brusca no encaixe da mandíbula; sensação de “clique” ao abrir e fechar a boca; flacidez nos músculos dessa região; cansaço no rosto, principalmente ao mastigar.
  • Quais são os riscos da DTM? Que problemas bucais ele pode causar?
    A longo prazo, o transtorno pode trazer consequências graves para sua saúde bucal. Especialmente aquelas disfunções relacionadas aos problemas articulares, pois podem gerar doença degenerativa, e consequentemente gerar alterações na mordida. As alterações na ATM também estão relacionadas a casos de depressão e ansiedade, que podem se agravar com o quadro da mandíbula.
  • EXISTE CURA PARA DISFUNÇÕES NA ATM?
    A boa notícia é que, sim, a DTM pode ser tratada – e, uma vez diagnosticada, o processo de cura é muito tranquilo. Lembre-se: mesmo em tratamento, é possível ter algumas crises de dor na ATM ao longo do tempo. Ainda assim, existem técnicas simples e não-invasivas para contornar o problema. Dessa forma, é possível conviver de forma mais tranquila com o transtorno!
  • Tratamentos para a DTM
    Os tratamentos para os transtornos na ATM incluem:
  • Fisioterapia;
  • Cirurgia;
  • Acompanhamento psicológico;
  • Exercícios para relaxamento muscular;
  • Compressas frias para controlar a dor durante crises;
  • Placas de mordida;
  • Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios.