Todo dia é um dia especial

É preciso aproveitar o tempo, otimizá-lo com inteligência, onde cada dia seja fonte para aprender, se aprimorar e intensificar os dons internos, cultivar virtudes

Todo dia é um dia especial e hoje curiosamente também se torna especial pelo fato de poder imprimir perante uma página vazia, algumas palavras que possam servir para entender ainda mais a vida e suas sutis inter-relações possíveis, daquilo que chega até nós, através de pessoas magníficas que vivem nesse mundo afora, tendo a possibilidade em compartilhar e tocar sutilmente o âmago de outros seres.


Falo de Lucia Helena Galvão, filósofa nata que nessa semana trouxe a discussão sobre o tempo, sua passagem e sua brevidade, quando questiona o que representa uma vida de 90 anos, por exemplo? Ela chama nossa atenção de que é preciso aproveitá-lo, otimizá-lo com inteligência, onde cada dia seja fonte para aprender, se aprimorar e intensificar os dons internos, cultivar virtudes.


Porque nada se constrói do final, ou do meio, tudo se inicia no principio, cultivando-os tal qual fôssemos escolher um fruto que queremos dispô-lo para alimentação a partir da própria semeadura, onde serão tomados os cuidados necessários, desde a escolha de uma boa semente, uma boa terra para cultivar, um espaço adequado para aproveitar a luz do sol, água em qualidade e quantidade suficiente e ar para as trocas necessárias e atenção freqüente daquele que deseja colher os frutos.

“Se quisermos obter bons frutos (boas virtudes), será preciso fazer escolhas”

Lúcia helena galvÃO


Diz ela, que assim também é a nossa vida. Se quisermos obter bons frutos (boas virtudes), será preciso fazer escolhas, dedicar tempo e esforço da nossa parte para alimentá-las, fazê-las crescer e frutificar, de tal modo que ao final da vida, saibamos que fizemos tudo pelas nossas sementes, as virtudes.
Que usemos sabiamente, tal qual para cultivar o fruto, usemos nosso corpo físico, energético, emocional e mental de forma equilibrada, providenciando todos os elementos que garantam a construção de um ser virtuoso, imbuído de bons propósitos e no fim, possamos nos orgulhar diante do resultado que se apresenta, porque construímos e contribuímos para um ambiente que nos dignifica, que nos qualifica para sermos chamados verdadeiramente de seres humanos. Seres que delinearam e seguiram do começo ao fim, carreados de virtudes, firmeza e convicção consolidando uma vida de bem e de caráter.


Que soubemos viver uma vida digna, de amor e alegria, cuja trajetória, despertou o ser em detrimento do ter, que construímos um ambiente de simbiose e de amor para com o todo, que soubemos combater o bom combate, que afastamos e refutamos as injustiças, que construímos uma ambiente de harmonia, que construímos a amizade, que semeamos a paz, que potencializamos o belo, o primoroso, que enchemos o mundo de harmonia, que combatemos as diferenças, que lutamos pela liberdade, que crescemos em direção ao ser divino, que somos seres universais e cósmicos.
Que somos acima de qualquer convicção, fator de soma, porque não importa quem somos e onde estamos, importa é que optamos por cultivar e vivificar virtudes inerentes ao seres humanos, aqueles que têm o dom de pensar e agir com consciência e presença de espírito, tudo o que determina quão somos especiais, enquanto aqueles que se humanizam e se compreendem a partir de todos os elos que constituem a teia da vida.
Porque tudo passa pelas atribuições para além da autosustentação em prol da contribuição maior pela humanidade, pelo amor e respeito ímpar pela terra e por tudo que compõe a existência.


Cícero disse: “Certifica-se de que és um fator de soma na vida das pessoas que você participa”.


Sejamos o fator de soma, diante do todo, de tudo, de toda e qualquer circunstância do quotidiano. Em tudo que houver, em tudo que acontecer, em tudo que construir, para em tudo se mover sem vacilo, agindo com devoção, amor e fraternidade, porque estamos aqui na nossa régua do tempo para contabilizar e fazer a diferença na vida das pessoas.


Muito obrigada!


Rozenilda Romaniw Bárbara