Municípios relatam dificuldade em contratar médicos no pós-pandemia

A falta não é apenas de médicos, mas, sim, em diversos setores da Saúde

Esther Kremer

No período da pandemia houve uma grande defasagem na equipe de médicos e outros profissionais na saúde. O setor ficou sobrecarregado e precisou de ações urgentes para o problema que, na medida do possível, foi resolvido.
Com a diminuição de casos da Covid-19 e o avanço da vacinação, a normalidade está voltando e os municípios relatam a dificuldade na contratação de novos médicos para as consultas eletivas. Os pacientes com doenças crônicas precisaram ficar em isolamento e esperar para as consultas de rotina, agora, os setores de saúde relatam está dificuldade com a falta de profissionais.
Em Imbituva, a secretária de Saúde, Gessana de Antoni, explica que o problema é em vários municípios, visto que, os pacientes que esperaram pelos acompanhamentos médicos na pandemia, estão voltando a procurar as consultas e tratamentos. “Esses pacientes seguiram as recomendações de ficar em casa e, agora, eles estão vindo atrás de consultas. Há uma sobrecarga, precisamos desse suporte e não só Imbituva, em toda a região”, disse.
Gessana também explica que a falta não é somente com médicos, mas, sim, em diversos setores da Saúde, pois alguns pacientes ainda enfrentam as sequelas da Covid e o próprio vírus. “Precisamos de profissionais na enfermagem, fisioterapia, terapia, ect, porque houveram muitas aposentadorias, afastamentos e não foi feito concurso, agora que a pandemia está mais tranquila, não precisamos repor estes cargos abertos”.

“A gente tem feito o melhor para atender nossa população, mas precisamos de mais médicos para o município” – Marcelo Mazurechen

Em Prudentópolis, o secretário de Saúde, Marcelo Mazurechen, relata a dificuldade na contratação de médicos. “O município não tem medido esforços para manter a nossa equipe médica em quantidade o suficiente para atender toda a população, porém há uma rotatividade desses profissionais que escolhem trabalhar em grandes centros ou perto das famílias”, disse.
Mazurechen comenta que há três vagas para médicos por meio do PSS e que as inscrições vão até dia 23 de maio. “Nós estamos com as inscrições abertas, já fizemos sete PSS. Esta é a nossa situação hoje, de qualquer formaofertamos o suporte para as unidades de saúde”, disse.
Em Rio Azul, a secretária de Saúde, Cristina Schvaidak, comenta que os médicos avaliam bastante as condições de trabalho e que se o município não dá assistência e estrutura, eles vão preferir outros locais. “O médico do SUS não é para apagar fogo, é para fazer saúde pública, prevenção, promoção da saúde e ter condições de fazer bons exames, ter tempo, medicamentos disponível e toda uma estrutura”, disse.
O município conta com cinco médicos no setor de Estratégia Saúde da Família (ESF), uma especialista na saúde da mulher, três concursados, dois via consórcio e um do Programa Mais Médicos. A secretária comenta que no auge da pandemia, houve a dificuldade na contratação de médicos, mas que agora a situação está melhorando.
A Folha de Irati entrou em contato com outros municípios, mas não obteve respostas até a publicação desta edição.