João Ziembikiewicz

Corajoso imigrante e exemplar marceneiro, restaurador de móveis

Felícia Z. Havresko, João Ricardo Ziembikiewicz e Maria Aparecida H. Rutila

João Ziembikiewicz nasceu em 24 de junho de 1909, na Polônia, filho de Thomaz e Anastácia Ziembikiewicz.
Por motivo da guerra, emigrou, com seus familiares, para a Iugoslávia, deixando para trás todos os seus bens como: casas, terrenos, lavouras e criações. Aos 16 anos, veio para o Brasil, em companhia de sua irmã Ana, casada, que trouxe, também, seus dois filhos. Deixaram na Iugoslávia seus pais, irmãos e familiares, com os quais, nunca mais se encontraram. Inclusive, teve irmãos que nasceram após sua partida, e ele jamais os conheceu.
Vieram de navio para o Brasil em busca de trabalho, onde desembarcaram no Rio de Janeiro. Deslocaram-se, em seguida, para a cidade de Bauru, estado de São Paulo, a fim de trabalhar numa fazenda de café, em regime quase de escravidão, apenas em troca de alimentação. Não suportando mais aquela situação, aventuraram-se para Irati, no Paraná, em busca de trabalho melhor.
Mais tarde, sua irmã Ana, com sua família, fixou residência em Guarapuava e João ficou em Irati, sozinho, trabalhando em lavouras para alguns agricultores, como: Martin Fillus, Antônio Filipaki, morando no paiol dos patrões. Depois, trabalhou de ajudante de carpinteiro, tendo participado na construção do Clube Polonês, hoje, SBCI e do Clube da Serra, como era chamado no Rio Bonito. Mais tarde, aprendeu o ofício de marceneiro, em que trabalhou na marcenaria do Sr. Domingos Stafin. Por quase 30 anos, trabalhou fabricando móveis, na marcenaria do Sr. Luiz Bar, que se localizava na Rua Dr. Munhoz da Rocha, esquina com a Cel. Gracia. Em sua pequena marcenaria, nos fundos de sua residência, à Rua Cel. Pires, n° 200, tinha como hobby fabricar brinquedos para crianças, além de restaurar móveis antigos, com acabamento em verniz. Era muito caprichoso e cuidadoso nos trabalhos que realizava com muito esmero e amor. Como esportista, fez parte do primeiro time de basquetebol de Irati, o JUNAK 8, ala esportiva ligado às Escolas Polonesas. Casou-se em 10 de julho de 1937, com Vladislava Kulevicz, e tiveram três filhos: Maria Felícia Ziembikiewicz, casada com Antonio Havresko, Amélia Tereza Ziembikiewicz, casada com Angelo Podgurski e João Ricardo Ziembikiewicz, casado com Cecília Panko Ziembikiewicz. Ambas as filhas, Maria Felícia e Amélia, foram professoras alfabetizadoras, desde que iniciaram suas carreiras até quando se aposentaram, sendo referências nessa importante área do ensino. Maria Felícia ministrou suas aulas no Grupo Escolar Duque de Caxias e Amélia, no Colégio Nossa Senhora das Graças. Exerceu a função de bancário no Banco do Brasil, onde se aposentou. Vladislava era professora e costureira, além de dedicar-se aos trabalhos do lar. Ficou viúvo aos 46 anos e nunca mais se casou, criando e educando, sozinho, seus três filhos menores.

João Ziembikiewicz nasceu em 24 de junho de 1909, na Polônia, filho de Thomaz e Anastácia Ziembikiewicz.
Por motivo da guerra, emigrou, com seus familiares, para a Iugoslávia, deixando para trás todos os seus bens como: casas, terrenos, lavouras e criações. Aos 16 anos, veio para o Brasil, em companhia de sua irmã Ana, casada, que trouxe, também, seus dois filhos. Deixaram na Iugoslávia seus pais, irmãos e familiares, com os quais, nunca mais se encontraram. Inclusive, teve irmãos que nasceram após sua partida, e ele jamais os conheceu.
Vieram de navio para o Brasil em busca de trabalho, onde desembarcaram no Rio de Janeiro. Deslocaram-se, em seguida, para a cidade de Bauru, estado de São Paulo, a fim de trabalhar numa fazenda de café, em regime quase de escravidão, apenas em troca de alimentação. Não suportando mais aquela situação, aventuraram-se para Irati, no Paraná, em busca de trabalho melhor.
Mais tarde, sua irmã Ana, com sua família, fixou residência em Guarapuava e João ficou em Irati, sozinho, trabalhando em lavouras para alguns agricultores, como: Martin Fillus, Antônio Filipaki, morando no paiol dos patrões. Depois, trabalhou de ajudante de carpinteiro, tendo participado na construção do Clube Polonês, hoje, SBCI e do Clube da Serra, como era chamado no Rio Bonito. Mais tarde, aprendeu o ofício de marceneiro, em que trabalhou na marcenaria do Sr. Domingos Stafin. Por quase 30 anos, trabalhou fabricando móveis, na marcenaria do Sr. Luiz Bar, que se localizava na Rua Dr. Munhoz da Rocha, esquina com a Cel. Gracia. Em sua pequena marcenaria, nos fundos de sua residência, à Rua Cel. Pires, n° 200, tinha como hobby fabricar brinquedos para crianças, além de restaurar móveis antigos, com acabamento em verniz. Era muito caprichoso e cuidadoso nos trabalhos que realizava com muito esmero e amor. Como esportista, fez parte do primeiro time de basquetebol de Irati, o JUNAK 8, ala esportiva ligado às Escolas Polonesas. Casou-se em 10 de julho de 1937, com Vladislava Kulevicz, e tiveram três filhos: Maria Felícia Ziembikiewicz, casada com Antonio Havresko, Amélia Tereza Ziembikiewicz, casada com Angelo Podgurski e João Ricardo Ziembikiewicz, casado com Cecília Panko Ziembikiewicz. Ambas as filhas, Maria Felícia e Amélia, foram professoras alfabetizadoras, desde que iniciaram suas carreiras até quando se aposentaram, sendo referências nessa importante área do ensino. Maria Felícia ministrou suas aulas no Grupo Escolar Duque de Caxias e Amélia, no Colégio Nossa Senhora das Graças. Exerceu a função de bancário no Banco do Brasil, onde se aposentou. Vladislava era professora e costureira, além de dedicar-se aos trabalhos do lar. Ficou viúvo aos 46 anos e nunca mais se casou, criando e educando, sozinho, seus três filhos menores.
Tinha por hábito, levantar muito cedo, para fazer exercícios físicos, preparar o café e organizar a casa. Também gostava de trabalhar no quintal, cultivando suas verduras. Era vaidoso, gostava de se cuidar, andar perfumado e distribuir balas, que sempre carregava nos bolsos. De personalidade forte e espírito sonhador, comprou seu primeiro veículo em 1965: um Jeep Willys, usado, em sociedade com seus filhos. Posteriormente, adquiriu um fusca, também usado. Mas, seu sonho mesmo, era possuir um fusca zero, branquinho, cujo sonho foi concretizado, em 1984. Foi humilde, mas sempre pronto para ajudar as pessoas. Muito religioso, frequentava a missa todos os domingos e, após o almoço, na casa de algum dos filhos, dirigia-se ao Morro da Santa para fazer suas orações. Foi pai exemplar, mas austero… trabalhador honesto… cidadão honrado… e bom cristão… que, apesar de sua simplicidade e pouca cultura, soube ser exemplo de amor, fé, trabalho e honestidade para seus três filhos e sete netos.Vovô João, sangue polonês, mas coração brasileiro, que amava e se orgulhava muito da PÁTRIA que adotou como MÃE… Terminou sua missão nesta terra, aos 85 anos, em 11 de julho de 1994, deixando muitas saudades.