Leonardo Olkoski: exemplo de cidadão

Leonardo Olkoski – exemplo de cidadão, dedicou sua vida à família e ao comércio de Irati

Marlene Olkoski Chemin

Gostaria de bem saber usar as palavras para relatar à risca a história de um ser. Posso afirmar que foi um exemplo de cidadão, trabalhador dedicado, marido atencioso e pai amoroso. Conseguiu ser justo, imparcial e generoso o tempo todo: aprendemos (eu e minha irmã) pelos seus exemplos.
Seu pai, Antonio Olkoski, nasceu na Polônia em 12 de novembro de 1887, chegou ao Brasil ainda bebê, acompanhado de seus pais (Jacob e Maria); instalaram-se em Santa Catarina, onde a família conseguiu identidade em Itaiópolis; mais tarde, vieram morar em Guaraúna, interior de Ponta Grossa. Aí, Antonio trabalhou numa tafona (pequena moenda para extrair farinha de mandioca).

Depois transferiram-se para Irati, onde trabalhou na estrada de ferro e, em julho de 1925, conforme consta no alvará assinado pelo prefeito municipal da época, o Sr. Cel. Zeferino Bittencourt, instalou um comércio de secos e molhados na rua XV de Novembro, o qual permanece ativo até os dias de hoje. Ficou viúvo; do seu primeiro casamento Antonio teve um filho – Francisco, que se tornou marceneiro e fixou residência em Ponta Grossa.
Posteriormente, casou-se com Catharina Kazpzak Olkoski. Desta união tiveram os filhos: Antonia, Isabel, Edmundo, Leonardo e Teodoro, este faleceu na infância.
Lembro que minha avó Catharina contava que aos domingos, após a missa das 10h, lotava a rua com carroças dos colonos que vinham abastecer na casa comercial do avô Antonio, o qual anos depois passaria para o cuidado de seus filhos Edmundo e Leonardo. Antonio faleceu em 04 de novembro de 1980 em Irati e está sepultado no cemitério municipal de Irati.

Leonardo nasceu no dia 14 de setembro de 1926 na cidade de Irati, realizou os estudos primários na escola polonesa, Towarzystwo Wólnosc – Sociedade – Liberdade, no local onde, atualmente, é a Sociedade Beneficente Cultural Iratiense, conhecido como Clube Polonês; cursou ensino ginasial e contabilidade no Colégio Irati. Gostaria de ter cursado odontologia, porém, atendendo pedido do seu pai, gerenciou a loja por muitos anos.
Casou-se com Clementina Rebesco no dia 07 de maio de 1949 na cidade de Irati –PR. O casal teve duas filhas que nasceram em Irati. Rosangela, casada com Paulo Fernando Pauluk e Marlene casada com Ronas Angelo Chemin.
No comércio foi dedicado e organizado, superou várias trocas de moedas nos seus altos e baixos: narrando vários acontecidos nestes ínterins. Em 2025, a Loja Olkoski completará 100 anos de atividades ininterruptas, sempre no mesmo local e administrada pela família.

Leonardo nunca foi uma pessoa pública, nem por isso deixou de fazer grandes feitos. Estimava muito seus companheiros do Rotary Club, assíduo às reuniões, ganhava sempre troféus 100% frequência e companheirismo.
Desde criança via meu pai ajoelhado ao lado de sua cama rezando antes de dormir; por último, via-o sentado com suas mãos para cima rezando; como em tudo ele era metódico, tenho certeza que foi atendido em suas orações, pois sempre as concluía pedindo uma boa morte e esta se deu dormindo, no dia 10 de maio de 2014. Está sepultado no cemitério municipal de Irati.
Alguns anos atrás, saía pedalando sua bicicleta aí pelas BRs o que deixava todo o pessoal em casa preocupado, gostava também de andar de moto com seu cachorro Mops, que ficava alvoroçado quando ouvia o barulho do motor. Gostava muito dos pássaros e das flores e dava buquês de rosas em todos os aniversários de sua namorada (assim ele chamava a minha mãe).

Sinceramente, agradeço todos os dias a benção de ter tido pais tão maravilhosos como os meus.
Curtiu muito seus seis netos e sabia como entender cada um deles, infelizmente, não conheceu nenhum bisneto; porém, o 1º deles levou carinhosamente seu nome Leonardo Olkoski Chemin Bini, homenagem escolhida por seu neto agregado.
Na certeza de um encontro, aqui fica meu costumeiro apelo “Bença, pai”, pois ele continua sendo meu porto seguro.

Sr Antonio Okolski foi um grande homem, pai de Leonardo – Foto: Acervo Familiar