Afrubra planta ipê-amarelo em Irati e Imbituva e comemora 20 anos de Projeto

Durante todos esses anos de Bolsa Sementes, estima-se que a Afubra tenha recebido, aproximadamente, 14 toneladas de sementes viáveis de 181 espécies

Karina Ludvichak

A Praça da Igreja Matriz de Irati recebeu, no dia 24 de junho, uma muda de ipê-amarelo, a ação foi realizada pela Afubra, em comemoração aos 20 anos do Projeto Bolsa Sementes. E na quinta-feira (30), foi a vez de Imbituva ser contemplada com uma nova planta. Estiveram presentes nesta segunda ocasião, Márcio Guimarães, Coordenador operacional do Verde é Vida, gerente das filiais de Imbituva e Irati, Lázaro Böck, e Vice-prefeito e Secretário da Educação, Zaqueu Bobato. A muda de ipê-amarelo foi plantada em frente à filial da Afubra no município, na Rua Jacobe Brener, em uma praça no Centro.

O Bolsa de Sementes é um subprojeto que existe dentro do Verde é Vida, e, ao longo desses 20 anos, o programa coletou mais de 22 mil quilos de sementes, através de parcerias com escolas municipais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Em comemoração ao aniversário do projeto, a empresa plantou uma muda de ipê-amarelo em cada município que Afubra possui filial, para simbolizar a parceria.

Zaqueu diz que o Bolsa Sementes é importante para a cidade, pois conscientiza a população sobre o quão importe é manter a preservação e o carinho com o meio ambiente. “Não há nada mais importante do que estimular nossos alunos, para que eles cresçam com essa mentalidade da educação ambiental. Aqui em Imbituva nós temos essa parceria com a Afubra, que é um projeto importante e me faz recordar da minha época de aluno, onde já existiam projetos do Verde é Vida”, comentou.

Desde o início do programa, é desenvolvido como um projeto de extensão na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, em parceria com Associação de Fumicultores do Brasil (Afubra). Segundo dados publicados através do site oficial da empresa, aproximadamente, 233 escolas públicas já se cadastraram dentro do Projeto. As sementes são coletadas por alunos das escolas cadastradas no projeto, esta é uma parceria entre a escola, os alunos, os pais dos alunos e a Afrubra.

Guimarães comenta que existe uma grande rotatividade entre as escolas que fazem parte do projeto, e que os resultados mais expressivos são da região sul do país. Comenta ainda que trabalham coletando 136 espécies da Mata Atlântica, mas recebem também sementes do bioma Pampa, e que a coleta pode variar de acordo com a realidade de cada região onde é feita essa coleta. “Nós já trabalhamos com 89 municípios, com escolas coletando sementes. Mas o número pode variar, no ano de 2021, mesmo com a pandemia nós tivemos uma participação de, aproximadamente, 60 escolas”, conclui Márcio.

As escolas que fazem a coleta junto aos alunos são remuneradas ao fazer a entrega das sementes, após isso, as sementes são enviadas a UFSM, onde os acadêmicos que fazem parte do projeto de extensão as selecionam, classificam as espécies, e descartam as que não estão aptas ao plantio. As sementes são distribuídas em viveiros ou outros projetos, as parcerias podem ser feitas com instituições públicas ou privadas.

Lazaro Böck, que é funcionário da empresa há 17 anos, diz que a Afubra tem como um dos objetivos a valorização das produções sustentáveis, incentivando, principalmente, o pequeno e o médio produtor. Comenta também, que quando são doadas grandes quantidades de sementes com a finalidade de comercialização, a empresa ou instituição que as recebem devem doar pelo menos 10% de tudo o que for produzido. Ainda, ele destaca a importância que o projeto teve também em seu desenvolvimento pessoal. “O projeto fez parte da minha vida, me auxilio no desenvolvimento escolar e profissional, pois foi dentro do projeto Verde é Vida que eu aprendi a fala em público”, concluí.

Segundo levantamentos feitos pela UFSM, contabilizando as coletas de todas as regiões que o programa abrange, durante esses 20 anos foram coletas 14 toneladas de sementes viáveis de 181 espécies, e entre elas estão plantas com valor ecológico e madeireiro, como é o caso da Araucária, Cedro, Pitanga, Cerejeira, dentre outras. Do total de sementes recebidas, mais de seis toneladas foram distribuídas gratuitamente em diversos projetos, atendendo pelo menos 2536 solicitações.

O programa possui finalidade educativa, e busca preservar e conservar o meio ambiente e plantas nativas, principalmente, as que estão ameaçadas de extinção, por isso, eles ensinam como deve ser feita a coleta dos frutos e sementes, respeitando a propagação natural das espécies.