Facebook remove mais de 110 mil informações falsas sobre Covid-19

As discussões sobre o código assinado pelo Facebook e outras empresas de tecnologia teve início no final de 2019

Em fevereiro deste ano, rede social de Mark Zuckerberg assinou junto à outras grandes plataformas, como Twitter, Google, Microsoft, Redbubble e TikTok, um acordo voluntário da indústria para combater à desinformação on-line na Austrália. O Facebook afirmou que, no primeiro ano da pandemia da Covid-19, removeu mais de 110 mil publicações de contas australianas que continham informações incorretas.

As discussões sobre o código assinado pelo Facebook e outras empresas de tecnologia teve início no final de 2019, após o governo australiano fazer um apelo à indústria. E então, no começo desse ano, a associação para a indústria digital na Austrália, DIGI, liderou o esforço de resposta da indústria e lançou o Código de Prática Australiano sobre Desinformação.

Em reposta ao novo código, o Facebook apontou que os compromissos específicos da Austrália são adicionais aos esforços globais significativos que a empresa já realiza para combater a desinformação. A rede social também soltou o primeiro relatório anual sobre as novas práticas contidas no código.

No relatório, Josh Machin, chefe de políticas públicas do Facebook na Austrália, afirmou no que foram removidos mais de 14 milhões de informações incorretas sobre a Covid-19 entre março e dezembro de 2020 e dessas, 110 mil são provenientes de contas da Austrália.

Machin também relatou que o centro de informações do Facebook sobre a pandemia recebeu mais de 2 bilhões de visitantes, sendo 6,2 milhões de contas australianas.

“Precisamos entender a desinformação on-line como parte de um amplo ecossistema de compartilhamento de informações. A desinformação pode ocorrer off-line, on-line, na TV, no rádio ou podcasts, ou em conversas cara a cara entre familiares e amigos. Frequentemente, o compartilhamento de desinformação pode ser inadvertido – mas também pode ser deliberadamente compartilhado por grupos políticos ou maus atores”, disse o chefe de políticas públicas do Facebook.